Conflitos na África!

Saturday, March 11, 2006

Conflitos?

Os conflitos atuais da África são motivados pela combinação de causas variadas, embora predomine, neste ou naquele caso, um determinado componente étnico (Ruanda, Mali, Somália, Senegal), religioso (Argélia), ou político (Angola, Uganda). Isto sem contar os litígios territoriais, muito frequentes na África Ocidental. No meio desses conflitos que atormenta a África neste final de século, estão vários povos e nações que buscam sua autonomia e sua autodeterminação face a poderes centrais autoritários, exercidos muitas vezes por uma etnia majoritária.
Na Somália, oito clãs disputam o poder numa guerra civil que dilacerou completamente o país. Na Libéria, a guerra interna matou mais de 150 mil pessoas e produziu cerca de 700 mil refugiados. Cifra semelhante pode ser verificada na vizinha Serra Leoa. A situação não é muito diferente em países como o Chade ou Sudão. Enfim, são vários e vários conflitos sem perspectivas imediatas de pacificação. Acordos e negociações têm sido tentados, mas sem muito sucesso. Talvez Angola possa se transformar numa exceção, face a mais uma tentativa de paz (a última?) acordada entre o Movimento pela Libertação de Angola (MPLA), no governo, e o seu arquirival, a União Total para a Libertação de Angola (UNITA), organização que durante muitos anos recebeu apoio dos EUA e do criminoso regime do appartheid sul-africano.

Música que Retrata a Situação em Serra Leoa, sob a Perspectiva dos "diamantes"

"Diamonds From Sierra Leone"
-Kanye West

[Intro]
Diamonds are forever
They won't leave in the night
I've no fear that they might
Desert me

[Chorus]
Diamonds are forever (forever, forever)
Throw your diamonds in the sky if you feel the vibe
Diamonds are forever (forever, forever, forever)
The Roc is still alive every time
I rhyme.
Forever ever?Forever ever? Ever, ever? Ever, ever? Ever, ever? Ever, ever?......
Close your eyes and imagine, feel the magic
Vegas on acid,
Seen through Yves St. Laurent glasses
And I've realized that I've arrived, cuz
It take more than a magazine to kill my Vibe doeshe write his own rhymes, so sort ofI think 'em
That mean I forgot better shit than u ever thought up
Damn, is he really that caught up?
I ask if you talkin' bout classics, do my name get brought up?
I remember I couldn't afford a Ford Escort or even a four-track recorderso its only right that I let the top drop on a drop-top Porsche- its for yourself that's important
If a stripper named Porscha and u get tips from many men
Then your fat friend her nickname is MinivanExcuse me,
That's just the Henny, man, I smoke, I drink, I'm supposed to stop I can't because

[Chorus]
Diamonds are forever (forever, forever)
Throw your diamonds in the sky if you feel the vibe
Diamonds are forever (forever, forever, forever)
The Roc is still alive every time I rhyme.
Forever ever? Forever ever? Ever, ever? Ever, ever? Ever, ever? Ever, ever?......
I was sick about awards
Couldn't nobody cure me
Only playa that got robbed but kept all his jewelry
Alicia Keys tried to talk some sense to them
30 minutes later seems there's no convincing them
What more can you ask for?
The international assholes nah
Who complains about what he is owed?
And throw a tantrum like he is 3 years old
You gotta love it though somebody still speaks from his soul
And wouldn't change by the change, or the game, or the fame,
When he came, in the game, he made his own lane
Now all I need is y'all to pronounce my nameIts Kanye - But some of my plastic - they still say Kane
Got family in the D, Kin-folk from Motown
Back in the Chi - them folks ain't from Motown
Life movin' too fast I need to slow down
Girl ain't give me no ass, ya need to go down
Diamonds are forever (forever, forever)
My father Ben said I need Jesus
So he took me to church and let the water wash over my ceaser
Diamonds are forever (forever, forever)
The preacher said we need leaders
Right then my body got still like a paraplegic
You know who you can call you gotta best believe it
The Roc stand tall and you would never believe it
Take your diamonds and throw 'em up like you bulimic
Yea the beat cold but the flow is anemic
After debris settles and the dust get swept off
Big K pick up where young Hov left off
Right when magazines wrote Kanye West offI dropped my new shit sound like the best ofA&R's lookin' like "pssh we messed up"Grammy night, damn right, we got dressed up
Bottle after bottle till we got messed up
In the studio, where really though, yea he next up
People askin' me if I'm gon' give my chain back
That'll be the same day I give the game back
You know the next question dog "Yo, where Dame at?"
This track the Indian dance to bring our reign back
"What's up with you and Jay, man, are y'all ok man?"
They pray for the death of our dynasty like AmenR-r-r-right here stands a-man
With the power to make a diamond with his bare hands...
Diamonds are forever (forever, forever)
Throw your diamonds in the sky if you feel the vibe
Diamonds are forever (forever, forever, forever)
The Roc is still alive every time I rhyme.
Forever ever? Forever ever? Ever, ever? Ever, ever? Ever, ever? Ever, ever?......
Diamonds are forever (forever, forever)
Diamonds are forever (forever, forever, forever)

'Diamonds' Remix feat. Jay-Z

"Conferência de Berlin"

Mapa de Conflitos

Cronologia da Colonização de África




Terceiro Milênio a.C.: o Egipto é invadido por Indo-Europeus e “Hyksos”
século X a.C.: os fenícios começaram a estabelecer colónias na costa africana do Mediterrâneo
século VI a.C.: ao século III a.C.: os gregos estabelecem colónias em África
século II a.C.: romanos estabelecem colónias em África
século V: os vândalos tomam algumas colónias romanas de África
século VI: o império bizantino coloniza todo o norte de África
século VII: os árabes iniciam a islamização de África
1309: Descoberta das ilhas Canárias pelos portugueses
1415: Conquista de Ceuta pelos portugueses
1437: Ataque e derrota dos portugueses em Tânger
1479: Os portugueses cedem as ilhas Canárias à Espanha
1482: Os portugueses constroem o Castelo de São Jorge da Mina na Costa do Ouro (actual Gana, Central region)
1487: Bartolomeu Dias atinge o Cabo da Boa Esperança e aí coloca um padrao
1498: Vasco da Gama chega à Índia e, no caminho, "descobre" e dá nomes portugueses ao Natal, na costa oriental da África do Sul e Quelimane e Ilha de Moçambique no território com este nome
1505: Os portugueses destroem Kilwa Kisiwani
1528: Os portugueses capturam Mombaça
1572: Conquista de Tunis pelos espanhóis
1652: Os holandeses fundam a Cidade do Cabo
1821: Fundação da Libéria por ex-escravos provenientes dos Estados Unidos da América
1885: Conferência de Berlim partilha da África pelas potências europeias

O Genocídio na Região dos Lagos Africanos e o Fim do Zaire


Um processo que representa uma renovação e desentrave da política africana, resultou da guerra civil de mútuo extermínio em Ruanda e Burundi. Este conflito foi mostrado pela mídia como uma decorrência do "tribalismo tradicional", mas na realidade resultou da deformação e reapropriação moderna de determinadas fraturas sociais da região. Os agricultores hutus formam quase 90% da população, enquanto os pastores tutsi, que chegaram mais tarde à região e constituíram uma aristocracia feudal, representam 10%. Durante a ocupação alemã e belga nessas duas colônias, os tutsis foram cooptados como elite no poder. Após a independência, o regime neocolonial de Ruanda passou a ser dominado pelos hutus, e aliou-se incondicionalmente à França e ao Zaire. A hegemonia hutu, marcada por forte corrupção e exclusão estrutural dos adversários, começou a ser questionada no início da década. Refugiados tutsi, exilados há anos em Uganda, organizaram um pequeno exército (a Frente Patriótica Ruandesa - FPR), que penetrou no norte de Ruanda em outubro de 1990, sendo expulsos um mês depois pelo exército. Sentindo-se desgastado e ameaçado internamente, o governo massacrou tutsis em 1991 e 1992, como meio de fomentar uma divisão étnica, com vistas a permanecer no poder.
Apesar da assinatura dos Acordos de Arusha entre o governo e a oposição, a guerra civil reiniciou-se, com os rebeldes consolidando seu controle no norte e massacrando populações hutus. Frente ao impasse reinante no campo de batalha, no verão de 1993 foi estabelecido um governo de coalizão. Mas a paz estabelecida era frágil, e bastou que um hutu vencesse as eleições na vizinha Burundi, para levar os tutsis deste país a reagir. Em Ruanda, então, os extremistas hutus, ligados ao ex-presidente, aproveitaram-se da situação para atacar os tutsis e os hutus moderados. A crise agravou-se com a morte dos presidentes dos dois países, quando foi derrubado sobre Ruanda o avião que os transportava para uma reunião, destinada a resolver a crise. A partir daí a guerra civil acirrou-se, e a FPR conquistou Kigali, a capital de Ruanda. Em 1994 teve início então um gigantesco massacre de hutus, que fez entre 500 e 800 mil mortos, e produziu um êxodo de 4 milhões de refugiados (numa população de 7,8 milhões), a maioria em direção aos países vizinhos, principalmente o fragilizado Zaire, que junto com a França era aliado do antigo governo. Os Estados Unidos imediatamente reconheceram o novo governo da FPR, que era também aliado de Uganda e Tanzânia.
O problema dos refugiados gerou tensões no Zaire, país que já enfrentava graves problemas internos, após malogradas tentativas de democratização. Em 1996 formou-se na região dos lagos, no leste, a Aliança das Forças Democráticas para a Libertação do Congo-Zaire, uma milícia composta principalmente por tutsis do Zaire. A Aliança era liderada por Laurent Kabila, um negociante de ouro e marfim, associado a meios empresariais norte-americanos, e que fora partidário de Lumumba no início dos anos 60. Em menos de quatro meses, os rebeldes avançaram pelas províncias ricas do país até a capital, Kinshasa, sendo absorvidos por um vácuo, praticamente sem encontrar resistência.
Obviamente o Zaire de Mobutu era um gigante de pés de barro em desagregação, mas isto não era um fenômeno recente. Ele teria sobrevivido mais tempo, não fossem certos fatores externos. Os conflitos da região dos lagos instauraram uma nova correlação de forças na região, e as forças de Kabila puderam receber apoio material e político dos governos de Ruanda e Uganda, e quando atingiram o sul do Zaire, também de Angola (que aproveitou a oportunidade para vingar-se de Mobutu e enfraquecer a UNITA). Forças regulares, unidades blindadas e aéreas destes países apoiaram diretamente os rebeldes nas operações militares.
Durante o avanço rebelde, enquanto parte da mídia destacava o passado "marxista-leninista" de Kabila, Mobutu esperava receber apoio externo francês e belga, como em outras ocasiões. Mas este apoio só chegou em escala simbólica e, sem a esperada intervenção dos antigos protetores, seu exército e regime entraram em colapso, com os rebeldes assumindo o poder em maio de 1997. Além disso, a atitude norte-americana foi radicalmente diferente de ocasiões anteriores, quando a ordem neocolonial estivera ameaçada, e a intervenção franco-belga fora sempre bem-vinda. Mais do que considerar a atitude de Washington parte de uma questão localizada, é preciso refletir sobre a grande estratégia da Casa Branca para a África, no quadro da competição com a União Européia, e do reordenamento mundial.
Durante a Guerra Fria a África fora uma área de influência predominantemente européia, com a França exercendo o papel de gendarme. Com a solução negociada dos conflitos regionais na passagem dos anos 80 aos 90, ironicamente os antigos Estados marxistas africanos, anteriormente aliados da URSS e inimigos da França, voltaram-se para os EUA, que abriram um espaço de influência direta no continente. Esta atitude revelava a profundidade das rivalidades regionais, entre os regimes marxistas e os pró-franceses. Apesar do fracasso na Somália, Washington passou a exercer influência direta sobre a Etiópia, Eritréia, Uganda, Angola e Moçambique, além da presença prévia no Quênia. Como resultado do conflito tutsis x hutus, essa projeção estendeu-se à Ruanda, Burundi e ao leste do Zaire, em detrimento da influência francesa.

Namíbia



Nome Oficial: Republic of Namibia
Capital : Windhoek

Na sequência da Conferencia de Berlim, em 1885, a Alemanha passou a administrar o território do Sudoeste Africano até à sua derrota na Primeira Guerra Mundial. Nessa altura, a União Sul-Africana obteve o mandato da Liga das Nacoes para administrar aquele território, mas não o substituiu por um mandato da ONU, em 1946, ficando a ocupar o território como se fosse uma quinta província.
Em 1966, a SWAPO (South-West Africa People's Organisation), um movimento independentista lançou uma guerra de guerrilha contra as forças ocupantes, mas só em 1988 o governo sul-africano acedeu a terminar a sua administração do território, de acordo com um plano de paz das Nações Unidas para toda a região.
A Namíbia se tornou independente da África do Sul em 1990.


Apartheid


Local da Origem do Apartheid: África do Sul

Apartheid é uma palavra da língua Afrikaans que significa vida separada e que foi adotada legalmente em 1948 na Africa do Sul para designar um regime segundo o qual os brancos detinham o poder e os povos restantes eram obrigados a viver separadamente, de acordo com regras que os impediam de ser verdadeiros cidadaos. Este regime foi abolido por Frederik de Klerk em 1990 e, finalmente em 1994 eleições livres foram realizadas.
O primeiro registo do uso desta palavra encontra-se num discurso de Jan Smuts em 1917. Este politico tornou-se Primeiro Ministro da Africa do Sul em 1919.

A África do Sul foi uma região dominada por colonizadores de origem inglesa e holandesa que, após a Guerra dos Boeres (1902) passaram a definir a política de segregação racial como uma das fórmulas para manterem o domínio sobre a população nativa. Esse regime de segregação racial - conhecido como apartheid - começou a ficar definido com a decretação do Ato de Terras Nativas e as Leis do Passe.

“O Ato de Terras Nativas” forçou o negro a viver em reservas especiais, criando uma gritante desigualdade na divisão de terras do país, já que esse grupo formado por 23 milhões de pessoas ocuparia 13% do território, enquanto os outros 87% das terras seriam ocupados pelos 4,5 milhões de brancos. A lei proibia que negros comprassem terras fora da área delimitada, impossibilitando-a de ascender economicamente ao mesmo tempo que garantia mão de obra barata para os latifundiários brancos.
Nas cidades eram permitidos negros que executassem trabalhos essenciais, mas que viviam em áreas isoladas (guetos). As “Leis do Passe” obrigava os negros a apresentarem o passaporte para poderem se locomover dentro do território, para obter emprego.

A partir de 1948, quando os Afrikaaners (brancos de origem holandesa) através do Partido Nacional assumiram o controle hegemônico da política do país, a segregação consolidou-se com a catalogação racial de toda criança recém nascida, com a Lei de Repressão ao Comunismo e com a formação dos Bantustões em 1951, que eram uma forma de dividir os negros em comunidades independentes, ao mesmo tempo em que estimulava-se a divisão tribal, enfraquecia-se a possibilidade de guerras contra o domínio da elite branca. Mesmo assim a organização de mobilizações das populações negras tendeu a crescer: Em 1960 cerca de 10.000 negros queimaram seus passaportes no gueto de Sharpeville e foram violentamente reprimidos.- greves e manifestações eclodiram em todo o país, combatidas pela com o exército nas ruas.- ruptura com a Comunidade Britânica (1961)- fundada a Lança da Nação, braço armado do CNA- em 1963 Mandela foi preso e condenado a prisão perpétua.

Durante a década de 70 a radicalização aumentou, tanto com os atos de sabotagem por parte da guerrilha, como por parte de governo, utilizando-se de intensa repressão.Na década de 80 o apoio interno e externo à luta contra o Apartheid se intensificaram, destacndo-se a figura de Winnie Mandela e do bispo Desmond Tutu.A ONU, apesar de condenar o regime sul-africano, não interveuo de forma efetiva, nesse sentido o boicote realizado por grandes empresas deveu-se à propaganda contrária que o comércio com a Africa do Sul representava.A partir de 1989, após a ascensão de Frederick de Klerk ao poder, a elite branca começa as negociações que determinariam a legalização do CNA e de todos os grupos contrários ao apartheid e a libertação de Mandela.

Ruanda


Nome Oficial: Republika y'u Rwanda
Capital: Kigali


Distinguem-se no Ruanda dois grupos étnicos: a maioria hutu e o grupo minoritário de tutsis. Desde a independência do país da Bélgica, os seus líderes sempre foram hutus, num contexto de rivalidade étnica agravada com o tempo devido à escassez de terras e à fraca economia nacional, sustentada pela exportação de café. Em 1989, o preço mundial do café reduziu-se em 50%, e o Ruanda perdeu 40% de sua renda com exportação. Nesta época, o país enfrentou sua maior crise alimentícia dos últimos 50 anos, e ao mesmo tempo aumentava os gastos militares em detrimento a investimentos em infra-estrutura e serviços públicos.Em outubro de 1990, a Frente Patriótica Ruandesa, composta por exilados tutsis expulsos do país por hutus com o apoio do exército, invade o Ruanda pela fronteira com o Uganda. Em 1993, os dois países firmam um acordo de paz, o Acordo de Arusha.Cria-se no Ruanda um governo de transição, composto por hutus e tutsis.Em 1994 as tropas hutus, chamadasInterahamwe, são treinadas e equipadas polo exército ruandês entre arengas e ânimos à confrontação com os tutsis por parte da Radio Télévision Libre de Mille Collines (RTLM) dirigida polas facções hutus mais extremas. Estas mensagens incidiam nas diferenças que separavam ambos os grupos étnicos e, ao passo que o conflito avança, os apelos à confrontação e à "caça do tutsi" tornaram-se mais explícitos, designadamente desde o mês de abril, em que se fez circular o boato de a minoria tutsi planejar um genocídio contra os hutus.De acordo com Linda Melvern uma jornalista britânica que teve acesso a documentos oficiais, o genocídio foi planificado. No início da carnificina, a tropa ruandesa estava composta por 30.000 homens (um membro por cada dez famílias) e organizados por todo o país com representantes em cada vizinhança. Alguns membros da tropa podiam adquirir rifles de assalto AK-47 tão somente preenchendo um formulário de demanda. Outras armas tais como granadas nem sequer requeriam desse trámite e foram distribuídas de forma maciça.O genocídio foi financiado, pelo menos parcialmente, com o dinheiro apropriado de programas de ajuda internacionais, tais como o financiamento fornecido polo Banco Mundial e o FMI sob um Programa de Ajuste Estrutural. Estima-se que 134 milhões de dólares foram gastos na preparação do genocídio no Ruanda -- uma das nações mais pobres da terra -- com 4,6 milhões de dólares gastos somente em facões, enxadas, machados, láminas e martelos. Estima-se que tal despesa permitiu a distribuição de um novo facão a cada três varões Hutus.Segundo Melvern, o primeiro-ministro do Ruanda, Jean Kambanda, revelou que o genocídio foi discutido abertamente em reuniões de gabinete, e uma ministra de gabinete disse que ela estava "pessoalmente a favor de conseguir livrar-se de todo os Tutsis... sem os Tutsis todos os problemas do Ruanda desapareceriam".
Em abril de 1994 a morte em acidente de aviação do general Juvenal Habyarimana e com o avanço da Frente Patriótica Ruandesa produz-se uma multidão de massacres no país contra os tutsis obrigando a um deslocamento maciço de pessoas para campos de refugiados situados na fronteira com os países vizinhos, em especial o Zaire (hoje Republica Democratica do Congo). Em agosto de 1995 tropas do Zaire tentam expulsar estes refugiados para o Ruanda. Quatorze mil pessoas são devolvidas ao Ruanda, enquanto que outras 150.000 se refugiam nas montanhas. Mais de 500.000 pessoas foram assassinadas e quase cada uma das mulheres que sobreviveram ao genocídio foram violadas. Muitos dos 5.000 meninos nascidos dessas violações foram assassinados.
Talvez nunca se poderá saber quantos mortos provocou. Calcula-se entre 800.000 e 1.000.000. Se foram 800.000 equivaleriam aos 11 por cento do total da população e 4/5 dos tutsis que viviam no país. Tampouco se sabe quantas vítimas provocou a vingança tutsi. Embora se fale do "outro genocídio", parece que não é absolutamente comparável.

Moçambique


Nome Oficial: República de Moçambique
Capital: Maputo

A penetração portuguesa em Moçambique, iniciada no início do século XVI, só em 1885 — com a partilha de África pelas potências europeias durante a Conferência de Berlim — se transformou, na submissão total dos estados ali existentes, que levou ao Neo-colonialismo.
Depois de uma guerra de libertação que durou cerca de 10 anos, Moçambique tornou-se independente em 25 de Junho de 1975. Porém, não foi uma vitória militar ou política: o regime português instaurado pela Revolução dos Cravos simplesmente retirou-se da luta e entregou o país, pelos Acordos de Lusaka. Seguiram-se 30 anos de guerras, tanto civis quanto com estados brancos vizinhos e antigos colonos portugueses.As guerras deixaram 1 milhão de mortos e milhares de minas terrestres, que continuam matando e mutilando civis. Em 1996 termina a repatriação de 1,7 milhão de refugiados, a maior operação já realizada pelo Alto-Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). Desde o fim do conflito, Moçambique tenta reerguer sua economia, com bom potencial na atividade pesqueira, extração de gás e mineração. A região tem uma das menores rendas per capita do mundo - apenas US$ 80 em 1996 - e 80% dos habitantes praticam a agricultura de subsistência.

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Tema:
Conflitos na África

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